BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (15/01/2021)

André Eterovic (CCNH-UFABC), andre.eterovic@ufabc.edu.br

Introdução

O conhecimento do estado da pandemia de COVID-19 em diferentes escalas espaciais e temporais pode subsidiar a tomada de decisões referentes a tentativas de minimizar seus efeitos adversos. A parametrização de modelos que permitem a estimativa de cenários futuros para esse manejo depende de dados robustos, nem sempre disponíveis. Registros do número de casos confirmados e mortes em plataformas de dados públicos permitem a comparação de suas tendências entre países, estados e cidades brasileiras. A abordagem visual desses padrões é suficiente para uma avaliação preliminar da questão, requerendo uma fração mínima da capacidade técnica envolvida na elaboração de modelos epidemiológicos complexos. O termo “ingênuo” do título refere-se a uma abordagem informal, mas não desprovida de crédito.

Métodos

Dados diários referentes a países foram obtidos na plataforma “European Centre for Disease Prevention and Control” [1]. Dados diários referentes a estados e cidades brasileiras foram obtidos na plataforma Brasil.io [2]. Foram selecionados os top-20 países, os top-20 estados e as top-40 cidades brasileiras com o maior número de mortes acumuladas até o dia da análise. As variáveis de referência empregadas foram as porcentagens do número de mortes e de casos confirmados em relação aos respectivos totais acumulados até o dia da análise. Foram usadas quatro escalas temporais: toda a epidemia (para os países, desde o dia 01/01/20; para os estados e cidades brasileiras, desde o dia 25/02/20 – registro do primeiro caso), o último mês, a última quinzena e a última semana. Para as porcentagens de mortes na última quinzena e na última semana, foram ajustadas curvas de regressão linear como referência para a tendência.

Resultados

Quando avaliadas na maior janela temporal (lado esquerdo da figura-modelo), localidades em que a epidemia teve início previamente apresentam curvas sigmoidais, com tendência a um platô de valores acumulados (a). Localidades em que a taxa de infecção ainda é alta apresentam curvas exponenciais, sem tendência evidente à estabilização (b, c). Nas janelas temporais menores, a tendência linear é satisfatória para avaliar o aumento de casos confirmados e de mortes nesses intervalos, possibilitando a comparação entre localidades (lado direito da figura-modelo). Quanto maior sua inclinação, maior é a taxa de incremento de casos e de óbitos (na sequência, localidades a, b e c).

As localidades foram classificadas em três categorias referentes a inclinação da curva de tendência linear para os últimos quinze dias:

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é apresentaccca7acc83o-sem-ticc81tulo-11.jpg

*O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

Referências

[1] https://www.ecdc.europa.eu/en/publications-data/ 

[2] https://brasil.io/dataset/covid19/ 

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 14/01/21).

Países: últimos 30 dias (até 14/01/21).

Países: últimos 15 dias (até 14/01/21).

Países: últimos 7 dias (até 14/01/21).

O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 14/01/21).

Estados: últimos 30 dias (até 14/01/21).

Estados: últimos quinze dias (até 14/01/21).

Estados: últimos sete dias (até 14/01/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 14/01/21).

Cidades: últimos 30 dias (até 14/01/21).

Cidades: últimos 15 dias (até 14/01/21).

Cidades: últimos 7 dias (até 14/01/21).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (08/01/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 07/01/21).

Países: últimos 30 dias (até 07/01/21).

Países: últimos 15 dias (até 07/01/21).

Países: últimos 7 dias (até 07/01/21).

O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 07/01/21).

Estados: últimos 30 dias (até 07/01/21).

Estados: últimos quinze dias (até 07/01/21).

Estados: últimos sete dias (até 07/01/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 07/01/21).

Cidades: últimos 30 dias (até 07/01/21).

Cidades: últimos 15 dias (até 07/01/21).

Cidades: últimos 7 dias (até 07/01/21).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (01/01/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 31/12/20).

Países: últimos 30 dias (até 31/12/20).

Países: últimos 15 dias (até 31/12/20).

Países: últimos 7 dias (até 31/12/20).

O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 31/12/20).

Estados: últimos 30 dias (até 31/12/20).

Estados: últimos quinze dias (até 31/12/20).

Estados: últimos sete dias (até 31/12/20).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 31/12/20).

Cidades: últimos 30 dias (até 31/12/20).

Cidades: últimos 15 dias (até 31/12/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 31/12/20).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (25/12/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 24/12/20).

Países: últimos 30 dias (até 24/12/20).

Países: últimos 15 dias (até 24/12/20).

Países: últimos 7 dias (até 24/12/20).

O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 24/12/20).

Estados: últimos 30 dias (até 24/12/20).

Estados: últimos quinze dias (até 24/12/20).

Estados: últimos sete dias (até 24/12/20).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 24/12/20).

Cidades: últimos 30 dias (até 24/12/20).

Cidades: últimos 15 dias (até 24/12/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 24/12/20).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (18/12/2020)

Países: últimos 7 dias (até 17/12/20).
O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente. Gráficos dos países para a última semana foram, então, suprimidos deste boletim.

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (11/12/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 10/12/20).

Países: últimos 30 dias (até 10/12/20).

Países: últimos 15 dias (até 10/12/20).

Países: últimos 7 dias (até 10/12/20).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 10/12/20).

Estados: últimos 30 dias (até 10/12/20).

Estados: últimos quinze dias (até 10/12/20).

Estados: últimos sete dias (até 10/12/20).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 10/12/20).

Cidades: últimos 30 dias (até 10/12/20).

Cidades: últimos 15 dias (até 10/12/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 10/12/20).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (04/12/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 03/12/20).

Países: últimos 30 dias (até 03/12/20).

Países: últimos 15 dias (até 03/12/20).

Países: últimos 7 dias (até 03/12/20).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 03/12/20).

Estados: últimos 30 dias (até 03/12/20).

Estados: últimos quinze dias (até 03/12/20).

Estados: últimos sete dias (até 03/12/20).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 03/12/20).

Cidades: últimos 30 dias (até 03/12/20).

Cidades: últimos 15 dias (até 03/12/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 03/12/20).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (27/11/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 26/11/20).

Países: últimos 30 dias (até 26/11/20).

Países: últimos 15 dias (até 26/11/20).

Países: últimos 7 dias (até 26/11/20).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 26/11/20).

Estados: últimos 30 dias (até 26/11/20).

Estados: últimos quinze dias (até 26/11/20).

Estados: últimos sete dias (até 26/11/20).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 26/11/20).

Cidades: últimos 30 dias (até 26/11/20).

Cidades: últimos 15 dias (até 26/11/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 26/11/20).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (20/11/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 19/11/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 30 dias (até 19/11/20). Forma

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Países: últimos 15 dias (até 19/11/20). Uma imagem contendo Seta

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Países: últimos 7 dias (até 19/11/20). Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 19/11/20).Forma

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 19/11/20). Diagrama

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Estados: últimos quinze dias (até 19/11/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Estados: últimos sete dias (até 19/11/20). Diagrama

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Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 19/11/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

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Cidades: últimos 30 dias (até 19/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteTela de celular com texto preto sobre fundo branco

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Cidades: últimos 15 dias (até 19/11/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

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Cidades: últimos 7 dias (até 19/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (13/11/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 12/11/20).Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 12/11/20). Uma imagem contendo Forma

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Países: últimos 15 dias (até 12/11/20). Forma, Seta

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Países: últimos 7 dias (até 12/11/20). Interface gráfica do usuário

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Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 12/11/20).Forma, Polígono

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Estados: últimos 30 dias (até 12/11/20). Diagrama

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Estados: últimos quinze dias (até 12/11/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Estados: últimos sete dias (até 12/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 12/11/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

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Cidades: últimos 30 dias (até 12/11/20). Uma imagem contendo Tabela

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Tabela

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Cidades: últimos 15 dias (até 12/11/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Aplicativo

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Cidades: últimos 7 dias (até 12/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (06/11/2020

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 05/11/20).Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 05/11/20).

Países: últimos 15 dias (até 05/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Países: últimos 7 dias (até 05/11/20). Interface gráfica do usuário

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Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 05/11/20).Forma, Polígono

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Estados: últimos 30 dias (até 05/11/20). Diagrama

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Estados: últimos quinze dias (até 05/11/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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Estados: últimos sete dias (até 05/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 05/11/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

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Cidades: últimos 30 dias (até 05/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Cidades: últimos 15 dias (até 05/11/20). Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteCidades: últimos 7 dias (até 05/11/20). Uma imagem contendo Diagrama

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (30/10/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 29/10/20).Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Diagrama, Forma

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Países: últimos 15 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Países: últimos 7 dias (até 29/10/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 29/10/20).Forma, Polígono

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Estados: últimos 30 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Estados: últimos quinze dias (até 29/10/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Estados: últimos sete dias (até 29/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 29/10/20). Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

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Cidades: últimos 30 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Tabela

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Diagrama

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Cidades: últimos 15 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteCidades: últimos 7 dias (até 29/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 22/10/20).Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 22/10/20). Forma

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Países: últimos 15 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Aplicativo

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Países: últimos 7 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 22/10/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos quinze dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Estados: últimos sete dias (até 22/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 22/10/20). Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 30 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Forma

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Cidades: últimos 15 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteCidades: últimos 7 dias (até 22/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Interface gráfica do usuário

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (16/10/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 15/10/20).

Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 15/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 15 dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 7 dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 15/10/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 15/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos quinze dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos sete dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 15/10/20). Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 30 dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Diagrama

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Cidades: últimos 15 dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteCidades: últimos 7 dias (até 15/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (09/10/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 08/10/20).

Forma, Polígono

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Países: últimos 30 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

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Países: últimos 15 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 7 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 08/10/20).Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 08/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos quinze dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos sete dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 08/10/20). Forma, Polígono

Descrição gerada automaticamenteForma, Polígono

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 30 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Tabela

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Forma

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Cidades: últimos 15 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo Aplicativo

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Cidades: últimos 7 dias (até 08/10/20). Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (02/10/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 01/10/20). 

Países: últimos 30 dias (até 01/10/20).

Países: últimos 15 dias (até 01/10/20). Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 7 dias (até 01/10/20). Diagrama

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 01/10/20).

Forma

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Estados: últimos 30 dias (até 01/10/20). Uma imagem contendo texto, mapa

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Estados: últimos quinze dias (até 01/10/20). Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos sete dias (até 01/10/20). Interface gráfica do usuário, Aplicativo

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Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 01/10/20). Forma

Descrição gerada automaticamenteForma

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Cidades: últimos 30 dias (até 01/10/20). Uma imagem contendo texto, mapa

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo texto, mapa

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 15 dias (até 01/10/20). Interface gráfica do usuário, Diagrama

Descrição gerada automaticamenteDiagrama

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Cidades: últimos 7 dias (até 01/10/20).Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamenteInterface gráfica do usuário, Aplicativo

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BOLETINS ANTERIORES:

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (25/09/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 24/09/20).

Países: últimos 30 dias (até 24/09/20).

Uma imagem contendo texto, mapa

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 15 dias (até 24/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 7 dias (até 24/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 24/09/20).

Uma imagem contendo texto

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 24/09/20).

Uma imagem contendo texto, mapa

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos quinze dias (até 24/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

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Estados: últimos sete dias (até 24/09/20).

Mapa com linhas pretas em fundo branco

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Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 24/09/20).

Uma imagem contendo texto

Descrição gerada automaticamente
Uma imagem contendo texto

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Cidades: últimos 30 dias (até 24/09/20).

Uma imagem contendo mapa

Descrição gerada automaticamente
Uma imagem contendo texto

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Cidades: últimos 15 dias (até 24/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente
Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

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Cidades: últimos 7 dias (até 24/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente
Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

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BOLETIM INGÊNUO Covid-19 (18/09/2020)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 17/09/20).

Países: últimos 30 dias (até 17/09/20).

Uma imagem contendo texto, mapa

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Países: últimos 15 dias (até 17/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Países: últimos 7 dias (até 17/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 17/09/20).

Uma imagem contendo texto

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos 30 dias (até 17/09/20).

Uma imagem contendo texto

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos quinze dias (até 17/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Estados: últimos sete dias (até 17/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 17/09/20).

Uma imagem contendo texto

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 30 dias (até 17/09/20).

Uma imagem contendo texto, mapa

Descrição gerada automaticamente

Cidades: últimos 15 dias (até 17/09/20).

Cidades: últimos 7 dias (até 17/09/20).

Mapa colorido com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente
Mapa de cidade

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BOLETIM INGÊNUO – Covid-19 (11/09/2020)

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BOLETIM INGÊNUO Covid-19 (04/09/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (28/08/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (21/08/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (14/08/2020)

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Países: últimos 30 dias (até 13/08/20).

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Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 13/08/20).

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (07/08/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (31/07/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (24/07/2020)

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BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (17/07/2020)

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COVID-19: A VACINA DE RNA ALTERA O NOSSO MATERIAL GENÉTICO?

Inúmeras vacinas estão sendo desenvolvidas contra o coronavírus (SARS-CoV-2). As diversas tecnologias podem utilizar o vírus inteiro ou seus fragmentos [1]. Uma delas é a vacina genética, que utiliza o RNA do vírus. O coronavírus é formado por uma cápsula de proteína e lipídios, que envolve o seu RNA (material genético). Para produzir a vacina de RNA, um fragmento dessa molécula é produzido em laboratório e aplicado no paciente. Uma mensagem muito difundida nas redes sociais, atribuída Robert F. Kennedy, Jr., adverte sobre o risco de tal vacina. O início desta mensagem diz:

“Gostaria de chamar sua atenção com urgência para questões importantes relacionadas à próxima vacinação contra Covid-19. Pela primeira vez na história da vacinação, as chamadas vacinas de mRNA de última geração intervêm diretamente no material genético do paciente e, portanto, alteram o material genético individual, que representa a manipulação genética, algo que já foi proibido e até então considerado criminoso. Essa intervenção pode ser comparada à de alimentos geneticamente manipulados, que também é altamente controversa.” Mais a frente a mensagem diz que, após uma vacina de mRNA, as pessoas terão que conviver com graves consequências, sem curas, como nas síndromes com defeitos genéticos. 

Realmente as vacinas de RNA são inovadoras e nunca foram usadas em humanos. Portanto, ainda precisam ser devidamente testadas antes de seu uso [2]. Mas a vacina de RNA poderia alterar o nosso material genético? 

Para fabricar tal vacina, o segmento do RNAm [3] do coronavírus (SARS-CoV-2), responsável por produzir a proteína SPIKE [4], é isolado. Tais segmentos são copiados milhões de vezes. Os segmentos de RNAm são empacotados em cápsulas formadas de nanopartículas de lipídeos.  Essas cápsula são injetadas no corpo humano. Ao entrar na célula, os segmentos de RNAm são liberados no citoplasma da célula. O ribossomos (estruturas que fabricam as proteínas nas células) imersos no citoplasma leem a mensagem contida no RNAm e produzem a proteína SPIKE. As proteínas SPIKE, por si só, não são nocivas, mas induzem o nosso sistema imunológico a produzir anticorpos contra ela.  

Portanto, todo o processo de produção das proteínas SPIKE se dá no citoplasma da célula. O nosso DNA (que é o nosso material genético) está dentro do núcleo da célula e não participa do processo. Portanto, se a vacina de RNA vier a ser aprovada, tenha certeza que seu material genético não será alterado!

[1] – veja os diferentes tipos de vacinas em https://entendamaisciencia.com/2020/07/14/os-tipos-de-vacina-contra-a-covid-19/

[2] – veja  as diversas fases de teste de uma vacina, essenciais para garantir a segurança de uma vacina, em https://www.facebook.com/entendamaisciencia/posts/280452053336518

[3] – RNA ou RNAm – o “m” significa mensageiro, pois o RNA leva uma informação genética (mensagem) ao ribossomo para produzir determinada proteína.

[4] – são proteínas da porção externa do vírus, veja em https://www.facebook.com/entendamaisciencia/posts/232331594815231

REFERÊNCIA:
Schlake T, Thess A, Fotin-Mleczek M, Kallen K-J (2012) Developing mRNA-vaccine technologies. RNA Biol 9:1319–1330. doi:10.4161/rna.22269 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3597572/

O OXIGÊNIO E O FOGO: A DESCOBERTA DE LAVOISIER

O fenômeno da combustão sempre intrigou o homem. No século XVIII foi criada a teoria do flogístico. Segundo tal teoria, os materiais combustíveis como papel, madeira, carvão e enxofre possuíam uma essência comum inflamável, conhecida como flogístico. Por outro lado, os materiais que não queimavam não tinham flogístico em sua composição.

Alguns cientistas começaram a discordar dessa teoria e um deles era Antoine Laurent Lavoisier. Um dos experimentos mais famosos de Lavoisier consistiu em colocar uma amostra de mercúrio metálico em um recipiente de vidro com um longo tubo curvo. Tal recipiente se comunicava com uma redoma de vidro com ar sobre uma cuba de água, veja figura a seguir:

O aquecimento do recipiente causou a combustão* do mercúrio. À medida que a reação ocorreu, se formou um pó avermelhado e o nível da água da redoma subiu. Isso que dizer que o volume de ar da redoma diminuiu, pois reagiu com o mercúrio. Lavoisier concluiu que a combustão não ocorria por causa da presença do suposto flogístico, mas sim porque o mercúrio reagia com um elemento presente no ar: o oxigênio! O pó avermelhado era combinação do mercúrio com o oxigênio (óxido de mercúrio).

Lavoisier constatou que um elemento (o oxigênio) presente no ar atmosférico era necessário para qualquer combustão. Estava refutada a teoria do flogístico! Desde então sabemos que sem oxigênio não tem combustão!

*na realidade este processo é chamado calcinação (ou decomposição térmica)

COMO SABEMOS A DISTÂNCIA DAS ESTRELAS?

Entre as estrelas que avistamos à noite, a mais próxima (Alpha Centauri) está a 40 trilhões de quilômetros da Terra. Mas como é possível calcular tal distância? A resposta é: usando a PARALAXE!

PARALAXE: coloque o seu dedo na frente do rosto e feche o olho esquerdo. Agora repita somente com o olho direito fechado. Veja que o seu dedo “se move” em relação ao plano de fundo. É esse deslocamento aparente que chamamos de paralaxe.

PARALAXE ESTELAR: os astrônomos observam exatamente a mesma coisa para uma estrela vizinha. Porém, ao invés de usar os dois olhos, eles usam a posição da Terra em relação ao Sol. Assim, janeiro seria o seu olho esquerdo e junho seria o seu olho direito, quando a Terra está do outro lado do Sol. Dessa maneira, pode-se constatar o deslocamento dessa estrela em relação as mais distantes do plano de fundo.

O CÁLCULO DA DISTÂNCIA DA ESTRELA: Com o deslocamento aparente determina-se ângulo α (veja a figura acima). A distância entre o Sol e a Terra (d) é conhecida. Fazendo o uso simples da trigonometria é calculado a distância da Terra até a estrela.

A EFICIÊNCIA DE MÁSCARAS DETECTADA POR UM CELULAR

Pesquisadores da Universidade Duke, nos EUA, avaliaram a eficiência de vários tipos de máscaras em reter gotículas que carregam vírus. Para isso, utilizaram uma caixa preta, um laser, uma lente e uma câmera de celular. 

No aparato desenvolvido, um feixe de laser é expandido verticalmente por uma lente cilíndrica. O feixe atravessa duas fendas da caixa e fica interposto entre o orador e a câmera de celular. A câmera está localizada no fundo da caixa e há um buraco para o orador, na frente. Veja abaixo:

A imagem maior mostra o aparato, com a caixa preta e orifícios, a lente cilíndrica (à esquerda), o feixe de laser (em verde) e a câmera do celular (ao fundo), A imagem no canto inferior esquerdo representa a dispersão de partículas de água na câmera por um borrifador.

Um algoritmo de computador foi usado para contar as gotículas que alcançaram a câmera do celular.

Foi feito um teste sem máscara – para servir de controle – e o experimento avaliou 14 tipos de máscaras. A câmera no fundo da caixa registrou a quantidade de gotículas expelidas por pessoas que falavam a frase “Mantenham-se saudáveis, pessoal”.

Os tipos de máscaras testadas no estudo.

O estudo confirmou que quando as pessoas falam, pequenas gotículas são expelidas. Assim, os vírus podem ser disseminados por um simples conversa. Com a exceção das máscaras de lã, todas mostraram efetividade em reter gotículas.

As máscaras profissionais N95 reduziram a transmissão de gotículas em 99,9%, em comparação com a ausência de máscara. As máscaras cirúrgicas ou de polipropileno retiveram as gotículas em cerca de 90%. As máscaras de algodão, se demonstraram bastante efetivas, contendo entre 70% e 90% das gotículas.  As bandanas podem reduzir em cerca de 50%. Por outro lado, as  máscaras de lã aumentaram em 10% o número de gotículas que chegavam à câmera. Possivelmente, esse aumento ocorra por tal tecido dispersar gotas maiores em gotas menores aumentando, assim, a quantidade.

O experimento demonstra que o  uso de máscara pode bloquear a maioria das gotículas emitidas por uma pessoa durante a fala, reduzindo drasticamente a transmissão do coronavírus.

Veja o vídeo descrevendo o experimento em https://www.youtube.com/watch?v=LeEBn4ttZZY&feature=emb_title

REFERÊNCIA

Low-cost measurement of facemask efficacy for filtering expelled droplets during speech. Emma P Fischer, Martin C Fischer, David Grass, Isaac Henrion, Warren S Warren, Eric Westman medRxiv 2020.06.19.20132969; doi: https://doi.org/10.1101/2020.06.19.20132969

A DISTORÇÃO TEMPORAL NO NOSSO DIA A DIA

A teoria da relatividade prevê que o tempo irá passar mais lentamente para objetos que se deslocam em maior velocidade ou que são submetidos a forte gravidade. Portanto, se você permanecer parado e a alturas mais distantes do solo (menor gravidade) tudo ocorrerá mais rápido e você poderá envelhecer mais rapidamente. Obviamente em pequenas escalas tal efeito é infinitesimalmente pequeno para ser percebido diretamente por nós! Porém, a dilatação de tempo foi constatada experimentalmente a partir de velocidades inferiores a 10 metros por segundo e em alturas de menos de 1 metro. A detecção nessa pequena escala foi possível comparando as medidas de tempo por meio de relógios altamente precisos.

Experimentos constataram que um relógio em deslocamento, a velocidade de 10 m/s (= 36 km/hora), avança a uma taxa mais lenta que outro em repouso. Relógios situados mais próximos ao solo, e sujeitos a maior atração gravitacional, também avançaram mais lentamente.

RELÓGIO DE ALTÍSSIMA PRECISÃO – Em tal experimento foi utilizado um relógio atômico, baseado em um único átomo de alumínio que não atrasa ou adianta um segundo ao longo de 3,7 bilhões de anos.

Físicos do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), Maryland, EUA, criaram uma versão aprimorada de um relógio atômico baseado em um único átomo de alumínio que não ganha nem perde um segundo em cerca de 3,7 bilhões de anos. Na foto o pesquisador James Chin-wen Chou com o relógio mais preciso do mundo.

AJUSTE DO SEU CELULAR

Você pode não notar esses pequenos efeitos de distorção temporal, mas o seu celular percebe. O sinal de GPS captado pelo seu celular é vital para uma série de funções. Os satélites GPS orbitam em alta velocidade e estão submetidos a menor força gravitacional, devido a grande distância da Terra. Assim, ocorrem pequenas distorções de tempo, que são corrigidas com o uso de relógios atômicos simultâneos no interior do satélite e na Terra.

Os satélites que emitem sinal de GPS orbitam a uma velocidade de cerca de 14.000 km/hora, o que faz com que os relógios atômicos a bordo atrasem em aproximadamente 7 microssegundos. Por outro lado, a elevada altitude (cerca de 20.000 km) – e menor gravidade, faz com que o relógio corra mais rápido em 45 microssegundos por dia. Devido a esses efeitos relativísticos os relógios a bordo de cada satélite funcionam mais rápido que os relógios idênticos no solo em cerca de 38 microssegundos por dia (45 – 7 = 38).

Sem as correções dessa distorção temporal, as incertezas nas posições fornecidas pelos celulares teriam imprecisões de até 10 quilômetros por dia.

Esse é um pequeno exemplo do quanto a ciência esta está presente em nosso dia a dia. Muitos não se dão conta disso! Sem a ciência será difícil conduzirmos prosperamente um planeta com quase 8 bilhões de seres humanos.

REFERÊNCIAS

Chou CW, Hume DB, Rosenband T, Wineland DJ. 2010. Optical Clocks and Relativity. Science 329: 1630-1633. https://science.sciencemag.org/content/329/5999/1630.abstract https://tsapps.nist.gov/publication/get_pdf.cfm?pub_id=905055

https://newatlas.com/worlds-most-precise-clock/14088/

http://www.astronomy.ohio-state.edu/~pogge/Ast162/Unit5/gps.html

O PODER EXPLOSIVO DO NITRATO DE AMÔNIO

A explosão no porto de Beirute, no Líbano, em 4 de agosto de 2020, devastou parte da cidade, causando mais de 100 mortes e ferindo pelo menos 4.000 pessoas. O desastre foi decorrente da presença de uma unidade de armazenamento que abrigava 2.750 toneladas de nitrato de amônio.

O nitrato de amônio é um composto químico (NH4NO3) utilizado em fertilizantes na agricultura, como fonte de nitrogênio. O composto também é empregado em misturas explosivas usadas na mineração, em pedreiras e na construção civil.

Nitrato de amônio em agrupamento formando cristais.
O nitrato de amônio se apresenta como um pó branco ou em grânulos solúveis em água. 

O nitrato de amônio não é inflamável. Porém, ele atua como uma fonte de oxigênio que pode acelerar a combustão de outros materiais. Ou seja, ele pode fornecer um suprimento de oxigênio muito mais concentrado do que o ar ao nosso redor. 

Em temperaturas muito elevadas o nitrato de amônio pode se decompor violentamente, como mostra a reação abaixo:

O processo de decomposição do nitrato de amônio cria gases de óxidos de nitrogênio e de vapor de água. É essa rápida liberação de gases (óxidos de nitrogênio e vapor d´água) que causa uma explosão.

Alguns óxidos de nitrogênio produzidos, como o dióxido de nitrogênio (NO₂) – um gás vermelho com mau cheiro, podem irritar o sistema respiratório. Níveis elevados desses poluentes são particularmente preocupantes para pessoas com problemas respiratórios. Portanto, a tragédia ainda poderá trazer mais prejuízos aos habitantes de Beirute.

O nitrato de amônio deve ser classificado como produto perigoso e todos os aspectos de seu uso devem ser rigorosamente regulamentados. A explosão em Beirute nos mostra o quão importantes são a existência desses regulamentos.

A MARCHA DO PROGRESSO: QUAL O PROBLEMA DESTA IMAGEM?

A imagem usualmente denominada “A marcha do progresso” representa a evolução humana e é uma das ilustrações mais famosas de todos os tempos. Ela foi criada pelo artista Rudolph Zallinger para ilustrar o volume Early Man (1965) escrito pelo antropólogo Francis Clarck Howell para a série de livros de capa dura da Lifes Nature Library, publicados pela Time-Life.

A imagem aparece simplificada em página dupla, decorrente de uma montagem gráfica de cinco lâminas dispostas continuamente e com quatro dobras, originalmente com 15 tipos de primatas. Quando dobradas apenas seis primatas são mostrados. Veja a abaixo:

A ilustração original dobrada em página dupla mostrando seis primatas.
Imagem completa, com as cinco lâminas expostas, mostrando 15 primatas.

A ilustração invadiu a cultura popular e foi replicada, imitada, parodiada ou adaptada para fins comerciais. Veja a sequência a seguir:

Campanha publicitária de refrigerante nos EUA.
A evolução do iPhone. 

Apesar de ser tão popular e divulgar a evolução humana, a imagem incomoda alguns biólogos e frequentemente recebe críticas, incluindo grandes divulgadores da evolução como Stephen Jay Gould.

MAS QUAL O É PROBLEMA?

A imagem transmite a ideia de que a evolução é um processo unidimensional que gradual e previsivelmente transforma organismos em versões “melhores” de seus ancestrais. No caso, o Homo sapiens aparecendo como o objetivo final. Entretanto, a evolução não produz novas espécies linearmente. Na realidade, ela é semelhante a um arbusto com galhos, de tamanhos e comprimentos variados, que podem crescer em novos galhos ou serem cortados pelas tesouras de extinção.

Árvore filogenética representando alguns ramos que antecederam o Homo sapiens.

Outro problema é que a evolução não produz organismos “melhores” ou “mais evoluídos”. As espécies que emergem e sobrevivem o fazem por meio de uma combinação de adaptação ao ambiente e ao acaso, e não acumulando passivamente “melhorias” ao longo do tempo.

A versão simplificada de “A marcha do progresso” implica que cada primata é um descendente direto dos que estão atrás dele e um ancestral dos que estão à sua frente. No entanto, o texto e a linha do tempo que acompanham a ilustração original em Early Man deixam claro que essa não era a intenção do autor. O texto menciona o Ramapithecus  (o terceiro na versão simplificada) como “o mais antigo dos ancestrais do homem em linha direta” e o Oreopithecus (o segundo) como um “ramo lateral na árvore genealógica do homem”. Veja abaixo:

O texto da ilustração original deixa claro que alguns primatas, como o Ramaphitecus, correspondem à ascendência direta do Homo sapiens, ao passo que outras , como o Oreopithecus , representam um ramo lateral (veja abaixo).
Duas hipóteses filogenéticas (relações evolutivas) mostram que o Oreopithecus (indicado pela seta) consiste em um ramo distinto da ascendência do Homo sapiens.

Além disso, deve-se ressaltar que a linha do tempo, localizada na parte de cima da imagem, mostra que muitos dos primatas viviam contemporaneamente (veja nas duas primeiras figuras).

Infelizmente, a proliferação da imagem simplificada, fez surgir a interpretação equivocada de que evolução se dá de forma linear e é igual ao progresso. Esse problema de interpretação levou alguns biólogos evolucionistas, inclusive, à rejeição e sugestão de boicote de tal figura. Entretanto, deve-se ressaltar que a imagem tem sido importante para estabelecer e consolidar a teoria da evolução dentro da cultura pop. Nesse sentido, ao invés de desencorajarmos as propagação dessa imagem estabelecida, talvez valha mais a pena incentivarmos cientistas, professores e divulgadores da ciência a refinarem sua interpretação, afastando a ideia da “evolução linear e progressiva” e esclarecendo o que a imagem pretendia originalmente retratar.

Baseado e modificado do artigo “On the origins of the “March of Progress”, de Kevin Blake, 2018, Washington University ProSPER, https://sites.wustl.edu/prosper/on-the-origins-of-the-march-of-progress/

POR QUE A CORAL-FALSA SE PARECE TANTO COM A VERDADEIRA?

As corais-verdadeiras estão relacionadas às najas, mambas e à maioria das serpentes australianas. Todas pertencem à família Elapidae e compartilham um veneno altamente tóxico, que pode ser letal a outros animais.

As serpentes da família Elapidae estão distribuídas em todos os continentes e possuem veneno muito tóxico, letal para as suas presas, podendo causar a morte de seus predadores.

Essas corais podem ser prontamente reconhecidas pelo padrão de coloração chamativo, usualmente uma sequência de anéis pretos, vermelhos e brancos. Mais de 50 espécies de corais-verdadeiras (pertencentes ao gênero Micrurus), com diferentes padrões de desenho, ocorrem na América Central e América do Sul.

Fig 1. Fotografias das espécies de Micrurus estudadas aqui.  AM dumerilii;  BM mipartido;  CM surinamensis;  DM isozonus;  EM lemniscatus;  Medemi FM;  GM spixii.  Fotografias: AC, EG, JPHG;  D, Jairo Maldonado-García.
O padrão de desenho (largura, número e sequência de anéis) é bastante variável entre as espécies de corais-verdadeiras: A – Micrurus dumerilii, B – Micrururs mipartitus, C – Micrurus surinamensis, D – Micrurus isozonus, E – Micrurus lemniscatus, F – Micrurus medemi, G – Micrurus
spixii
. Fotos: Juan P Hurtado Gomez e Jairo Maldonado-Garcıa.

Os primeiros naturalistas que visitaram a América do Sul levantaram a hipótese de que o padrão de colorido conspícuo dessas corais serviria como um alerta aos predadores. Deste modo, um predador, ao ver tal cobra, reconheceria o animal como altamente venenoso e evitaria atacá-lo.

O padrão vivo de coloração com anéis pretos, vermelhos e brancos seria um sinal de alerta, “avisando” aos predadores de que o a serpente é perigosa.

Essa hipótese só foi testada na década de 1990 em um experimento que utilizou réplicas feitas com massa de modelar, permitindo deixar impressos os ataques dos predadores.

Para testar a hipótese de que o padrão de colorido das corais são menos atacados por predadores e funcionam como um alerta para eles, o pesquisador Brodie III (ver referência) confeccionou centenas de réplicas de serpentes usando massa de modelar. As réplicas foram colocadas no chão da floresta em uma localidade da Costa Rica. O pesquisador registrou menos ataques de aves às réplicas com padrão coral, em relação às réplicas controle (que imitavam uma cobra com cor uniforme). Ele também verificou que os ataques eram menos frequentes tanto no chão da mata como em um fundo branco, eliminando, assim, a possibilidade do padrão coral ser evitado por funcionar como camuflagem (isso porque os padrões de bandas ou listras podem ter essa função em ambientes visualmente heterogêneos, como é o caso do chão da mata). O experimento também constatou que a evitação foi feita apenas pelas aves (facilmente reconhecidas por marcas em forma de “V”), que possuem visão muito desenvolvida e são importantes predadores de serpentes.

Existem várias espécies de cobras inofensivas com padrão coral e sem parentesco com as corais venenosas. Usualmente são chamadas de corais-falsas.

O padrão de colorido das falsas-corais deve representar grande vantagem, pois os predadores, ao confundirem-nas com as corais venenosas, as evitariam. A estratégia de um animal inofensivo imitar outro que representa perigo ao predador recebe o nome de mimetismo.

Assim como acontece com as corais-verdadeiras, existem vários padrões de colorido entre diversas espécies de corais-falsas.

Espécies de corais-falsas dos gêneros Anilius, Erythrolamprus, Lampropeltis e Oxyrhopus pertencentes a três famílias distintas (Anilidae, Dipsadidae e Colubridae).

Em determinadas regiões geográficas em que ocorrem ambas as corais (verdadeiras e falsas), elas podem ter padrões de coloração (largura e distribuição dos anéis) praticamente idênticos.

Duas espécies de corais que ocorrem na mesma área geográfica, no sudeste e oeste do Brasil.

O ESTUDO NO BRASIL QUE TESTOU O MIMETISMO

Na Mata Atlântica da Serra do Mar existe uma coral-verdadeira (Micrurus corallinus), muito abundante na floresta e com padrão de colorido bem característico.

A coral-verdadeira (Micrurus corallinus), que ocorre na Serra do Mar, na Mata Atlântica, possui sequência de anéis pretos, separados dos vermelhos por estreitos anéis brancos.

Na mesma região, habita uma coral-falsa (Erythrolamprus aesculapii) com padrão de desenho similar. O interessante é que essa falsa-coral possui exemplares com padrões diferentes entre si, alguns menos e outros mais similares ao da coral-verdadeira (Micrurus corallinus), como mostra a imagem abaixo:

Padrões de colorido da coral-falsa Erythrolamprus aesculapii. O espécime de cima possui sequência de dois anéis pretos separados por um anel branco, os quais contactam o anel vermelho. Nos espécimes abaixo, há estreitos anéis brancos entre os pretos e vermelhos (como ocorre na coral verdadeira, Micrurus corallinus). Há indivíduos em que os dois anéis pretos se fundem parcialmente. O exemplar de baixo tem a fusão total dos anéis pretos e possui padrão de desenho praticamente idêntico ao da coral-verdadeira – veja a figura de Micrurus corallinus acima.

Diante desses padrões de colorido, um experimento similar ao descrito acima (que utilizou réplicas com massa de modelar) foi conduzido por pesquisadores brasileiros. O objetivo foi verificar se os padrões de desenho da coral-falsa (Erythrolamprus aesculapii) mais similares aos da coral-verdadeira (Micrurus corallinus) são mais evitados. Assim, os pesquisadores confeccionaram quase 5.000 réplicas para os testes, que eram fixadas no solo por meio de arames – veja abaixo:

Réplicas confeccionadas com massa de modelar para representar os diferentes padrões de desenho existentes na espécie da coral-falsa Erythrolamprus aesculapii. A réplica de baixo representa uma serpente com padrão de coloração uniforme e foi usada como controle.

Os resultados mostraram que as aves evitaram mais as réplicas com padrões corais em relação àquelas de cor uniforme, mas somente em fundos homogêneos. Porém, elas atacaram indistintamente todos os diferentes padrões de corais. Por outro lado, gambás evitaram os padrões mais similares ao padrão da coral-verdadeira Micrurus corallinus.

Réplica controle (cor uniforme) com marcas de ataque de gambá (acima) e com marcas deixadas por ave (abaixo à esquerda). A réplica do padrão coral também ilustra o registro de bicadas (abaixo à direita)

O estudo sugere que predadores oportunistas, como o gambá, podem ser importantes para seleção de padrões de colorido de corais-falsas mais similares aos das corais-verdadeiras.

O gambá pode se alimentar de animais, incluindo serpentes.

Acredita-se que, no passado, uma cobra inofensiva de coloração parecida com a de uma coral venenosa possa ter sido mais evitada. O estudo mostra que, ao longo da história evolutiva, certos predadores devem ter promovido o aprimoramento do padrão de cor dessa cobra inofensiva (falsa-coral), selecionando descendentes cada vez mais similares a uma coral-verdadeira. Ao longo de muitas gerações, a evolução construiu corais-falsas que enganam, hoje, até mesmo um bom zoólogo.

REFERÊNCIAS

Banci KRS, Eterovic E, Marinho PS, Marques OAV. 2020. Being a bright snake: Testing aposematism and mimicry in a neotropical forest. Biotropica. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/btp.12831

Brodie ED. III. 1993. Differential avoidance of coral snake banded patterns by free-ranging avian predators in Costa Rica. Evolution 47:227–235. https://doi.org/10.1111/j.1558-5646.1993.tb01212.x

Marques OAV, Puorto G. 1991. Padrões cromáticos, distribuição e possível mimetismo em Erythrolamprus aesculapii (Serpentes,Colubridae). Memórias do Instituto Butantan, 53:127–134.

DISTANCIAMENTO SOCIAL E IMUNIZAÇÃO

O surto da Covid-19 foi estudado na Suíça, entre 508 soldados (a maioria do sexo masculino, com idade média de 21 anos), antes e após as medidas de distanciamento social. Os dois grupos foram acompanhados em relação ao desenvolvimento da Covid-19 e a presença do coronavírus na entrada das vias respiratórias.

No primeiro grupo, composto por 354 soldados, 30% desenvolveram a doença. No segundo grupo, com 154 soldados que seguiram as medidas de distanciamento social, nenhum desenvolveu a Covid-19. Entretanto, foi detectada a presença do coronavírus SAR-Cov-2 no nariz e de anticorpos específicos para este segundo grupo.

Portanto, é possível que uma pequena carga viral, que apenas coloniza as passagens respiratórias nasais – mas que não causa a doença, possa criar imunidade para a Covid-19.

Ou seja, o contato com uma pequena quantidade de coronavírus vivos teria o mesmo efeito de uma vacina.

O isolamento social e o uso de máscaras reduzem a carga viral trasmitida e, assim, podem funcionar como a vacina que tanto necessitamos.

REFERÊNCIA

Michel Bielecki, Roland Züst, Denise Siegrist, Daniele Meyerhofer, Giovanni Andrea Gerardo Crameri, Zeno Giovanni Stanga, Andreas Stettbacher, Thomas Werner Buehrer, Jeremy Werner Deuel, Distanciamento social altera o curso clínico do COVID-19 em adultos jovens: um estudo de coorte comparativo , Clinical Infectious Diseases, 889 https://doi.org/10.1093/cid/ciaa889