POR QUE NOSSOS DEDOS ESTALAM QUANDO SÃO ESTICADOS? FAZ MAL ESTALAR?

Entre os ossos dos dedos há a presença do líquido sinovial, que lubrifica a articulação e permite o movimento suave e indolor. Nesse líquido há gases dissolvidos e quando os ossos são afastados um do outro, ocorre uma queda brusca de pressão no fluido. A pressão mais baixa no líquido permite que os gases se juntem, formando bolhas. Por meio de imagens de ressonância magnética foi possível constatar que durante o afastamento dos ossos é criada uma bolha de gás dentro do líquido sinovial.

Esquema da articulação de um dedo (esquerda) e imagem obtida por ressonância magnética, mostrando a formação de uma bolha após o estalo (direita).

O som do estalo, quando os dedos são esticados, foi atribuído a formação súbita dessa bolha interarticular – ver figura.No entanto, há indicativos de que a magnitude do som causado pela formação dessa bolha de gás é muito pequena, mas o estalo das juntas pode ser ouvido facilmente em uma sala. Um estudo com modelagem de sons sugere que o colapso (mesmo que parcial) dessa bolha seja o responsável por originar o som do estalo.

Apesar da formação de uma bolha ser parte do mecanismo de estalo da articulação, a exata origem do som ainda é discutível. Uma coisa é certa: são necessários entre 15 e 20 minutos para essa bolha se desfazer e ser possível um novo estalo!

ESTALAR CAUSA DANOS AOS DEDOS?

Quando criança, o médico Donald Unger ao estalar os seus dedos era advertido por sua mãe. Segundo ela e outras autoridades adultas o ato de estalar os dedos causa artrite. O espírito científico de Unger levou-o a fazer um experimento controlado com ele mesmo. Ao longo de 50 anos, ele estalou as articulações dos dedos da mão esquerda pelo menos duas vezes por dia. Os dedos da mão direita não eram esticados e serviram como controle. Assim, os dedos da mão esquerda foram estalados mais de 36.000 vezes. Depois de meio século o seu experimento foi publicado na revista científica Arthritis & Rheumatism, relatando que ele não encontrou artrite em nenhuma das mãos, nem qualquer outra diferença significativa entre elas.

O médico Donald Unger. Um estudo com ele mesmo que durou meio século.

Estudos posteriores também não mostraram qualquer relação.Um estudo mais recente, comparou um grupo de “estaladores” habituais com um grupo controle. Foi constatado um discreto aumento da espessura da cartilagem (ver figura acima a localização da cartilagem) dos ossos dos “estaladores” frequentes, mas não ocorreu alteração da força de preensão manual. Isso não significa que o ato de estalar deixe os dedos tortos ou mais grossos. Portanto, as evidências científicas indicam que a relação entre o “ato de estalar” e a artrite, o entortar ou o engrossar os dedos não passa de mais uma das inúmeras crenças difundidas entre nós!

REFERÊNCIAS

Chandran Suja V, Barakat AI (2018) A Mathematical Model for the Sounds Produced by Knuckle Cracking. Sci Rep 8. 4600. https://doi.org/10.1038/s41598-018-22664-4

Kawchuk GN, Fryer J, Jaremko JL, Zeng H, Rowe L, Thompson R (2015) Real-Time Visualization of Joint Cavitation. PLoS ONE 10(4): e0119470. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0119470

Rizvi A, Loukas M, Oskouian RJ, Tubbs RS. (2018) Let’s get a hand on this: Review of the clinical anatomy of “knuckle cracking”. Clin Anat. 6:942-945. https://doi.org/10.1002/ca.23243

Unger DL (1998) Does knuckle cracking lead to arthritis of the fingers? Arthritis Rheum. 41(5):949-50. https://onlinelibrary.wiley.com/…/1529-0131(199805)41:5…

Yildizgören MT, Ekiz T, Nizamogullari S, Turhanoglu AD, Guler H, Ustun N, Kara M, Özçakar L. (2017) Effects of habitual knuckle cracking on metacarpal cartilage thickness and grip strength. Hand Surg Rehabil. 36(1):41-43. https://doi.org/10.1016/j.hansur.2016.09.001

A CLOROQUINA FUNCIONA?

Quando começou a pandemia da Covid, pesquisadores do mundo inteiro se mobilizaram em busca de antivirais. Remédios utilizados para outras doenças e com algum efeito antiviral começaram a ser testados. Entre esses, a cloroquina, usada contra a malária, mostrou-se altamente eficaz no controle da infecção pelo coronavírus in vitro. Ou seja, quando aplicada em culturas de células infectadas, a droga conseguiu bloquear a multiplicação do vírus. 

Com esse resultado promissor os pesquisadores chineses, tendo realizado o experimento, sugeriram que o medicamento fosse avaliado em pacientes humanos infectados pelo novo coronavírus [1].

Relatos da eficácia do uso da cloroquina e do seu derivado hidroxicloroquina por diversos médicos e em determinados estudos, principalmente o liderado pelo pesquisador francês Didier Raoult [2], levaram muitos profissionais e até políticos a defenderem o uso da droga [3, 4]. Posteriormente, surgiram outros estudos que também apontavam um efeito positivo da droga contra a Covid, como foi o caso de um realizado no Sistema de Saúde Henry Ford, em Detroit, Michigan [5].

A avaliação segura de um medicamento deve ser feita por meio de ensaios clínicos seguindo procedimentos que minimizem as interferência nos resultados, ou seja, de estudos randomizados controlados (RCT, do inglês Randomized Controlled Trial). 

Grupos não randomizados podem ter predominância de determinada característica, ocasionando vieses nos resultados.
A randomização (distribuição ao acaso) permite deixar os grupos similares, evitando vieses.

Há ainda outros procedimentos, como o uso de placebo e duplo-cego, que melhoram mais a qualidade do estudo (veja aqui).  

Os estudos de Raoult, do Sistema de Saúde Henry Ford e muitos outros não usaram um dos critérios mais básicos, que é a aleatorização das amostras (estudo randomizado). O de Raoult ainda apresentou outros problemas (veja aqui). A não aleatorização pode levar a interpretações erradas, pois se comparamos um grupo com predominância de jovens recebendo o medicamento e outro mais idoso como controle, poderemos ter um viés nos resultados. Outros fatores predominantes em um dos grupos testados e ausentes no outro também podem interferir. Foi exatamente isso que ocorreu com o estudo do Sistema de Saúde Henry Ford (veja aqui). A aleatorização (randomização) evita esse viés e mistura aleatoriamente os dois grupos que serão testados. 

Por outro lado, estudos controlados randomizados (RCT) mostraram ineficácia do medicamento em pacientes hospitalizados [6]. Há quase um consenso de que a cloroquina e hidroxicloroquina não devam ser administradas para casos avançados da doença. No entanto, muitos médicos e pesquisadores têm defendido o uso da cloroquina e hidroxicloroquina (associada a outros medicamentos) precocemente, ou seja, na fase inicial da doença. Existem cinco estudos controlados randomizados (RCT) sobre o uso precoce da hidroxicloroquina e, em nenhum deles, foram encontradas diferenças significativas em prol do uso da droga  [7, 8 , 9, 10, 11].  Na realidade, todos os cinco estudos indicam efeito de redução nas respostas (infecção, hospitalização e/ou morte) com o uso do da hidroxicloroquina, mas tais diferenças não têm significância estatística. Ou seja, as diferenças mínimas encontradas podem ser atribuídas ao acaso.  

No entanto, uma meta-análise (técnica estatística adequada para combinar resultados provenientes de diferentes estudos) desses cinco ensaios indica diferenças estatísticas [12]. Assim, segundo os pesquisadores responsáveis por esse estudo, os dados desses cinco ensaios controlados e randomizados mostram, conjuntamente, vantagem no uso da hidroxicloroquina. Porém, o próprio líder do estudo, Harvey Risch, reconhece um ponto fraco dessa meta-análise, uma vez que que infecções, hospitalizações e mortes foram agrupadas em um “resultado composto” [13]. Combinar todos esses eventos em um grande número torna mais provável que os pesquisadores obtenham um efeito significativo estatisticamente (veja mais aqui). 

A ausência ou incerteza de uma ação antiviral da cloroquina e hidroxicloroquina são incongruentes com os resultados in vitro, que mostraram alta efetividade para evitar a infecção pelo vírus. 

CÉLULAS ERRADAS

O experimento in vitro realizado pelos pesquisadores chineses utilizou a cultura de células chamadas Vero E6 [1]. Essas células são provenientes do rim do macaco africano Chlorocebus aethiops. Culturas com esse tipo de células são úteis e frequentemente usadas pelos virologistas porque permitem o crescimento de uma ampla variedade de vírus. No entanto, um estudo realizado por pesquisadores alemães do Centro de Primatas em Göttingen [14] verificou que a forma como o coronavírus (SARS-CoV-2) infecta as células renais de macacos é diferente da maneira como faz com as células pulmonares humanas.

Cultura de células Vero E6 são originadas do rim do macaco africano Chlorocebus aethiops. A cultura de células Calu-3 é produzida a partir de células do epitélio do pulmão dos humanos Homo sapiens.

Para infectar diferentes tipos de células, o coronavírus tem pelo menos duas vias principais de entrada possíveis.

Em uma delas, o vírus entra nas células por meio de compartimentos celulares especiais chamados endossomos. Depois de se ligar ao receptor ACE2 da membrana celular, o vírus é engolfado por um endossomo, mas o patógeno precisa retirar seu material genético (RNA) desse compartimento e colocá-lo no citoplasma da célula. Para isso, é necessário que a proteína spike seja clivada pela enzima catepsina, permitindo que as membranas viral e celular se fundam liberando, assim, o material genético do vírus. 

Na outra via, a proteína spike do vírus se liga à proteína ACE2 na membrana celular e, em seguida, uma enzima chamada TMPRSS2 corta a proteína spike. Esse processo permite que o vírus injete seu material genético na célula, onde mais cópias do vírus são produzidas.

O coronavírus SARS-CoV-2 pode entrar nas células por pelo menos duas vias. Em uma via (à esquerda), o vírus se liga ao ACE2 e, em seguida, a célula envolve o vírus em um compartimento denominado endossomo.  Após essa etapa, a catepsina quebra a proteína spike, permitindo a fusão do vírus com a membrana e a transferência do material genético (RNA) do vírus para o citoplasma da célula. Em outra via (à direita), a enzima TMPRSS2 corta a proteína spike, fazendo com que as membranas celular e viral se fundam, permitindo que o material genético do vírus escape diretamente para o citoplasma da célula. Adaptado de “Hydroxychloroquine can’t stop COVID-19. It’s time to move on, scientists say”. Science News.

Em células Vero de macacos, o coronavírus usa a via dos endossomos. Mas a enzima catepsina precisa de um certo nível de acidez para fazer o corte da proteína spike. Nas células dos tecidos respiratórios humanos há a presença da enzima TMPRSS2 [15] e o coronavírus segue o caminho mais direto usando essa enzima, que não é encontrada nas células do macaco.

A hidroxicloroquina e a cloroquina aumentam muito o pH (ou seja, diminuem a acidez), impedindo que a catepsina corte a proteína SPIKE. Dessa forma, essas drogas inibem a infecção nas células do macaco. Quando os pesquisadores testaram as drogas em células pulmonares humanas cultivadas em placas de laboratório (Calu-3), o vírus penetrou facilmente nas células. Isso porque, nas células pulmonares, o coronavírus segue o caminho mais direto usando o TMPRSS2 que a cloroquina e a hidroxicloroquina não inibem.

A catepsina, que quebra a proteína spike, é debilitada pela hidroxicloroquina nas células renais dos macacos, inibindo uma infecção.
A rota de entrada em células do pulmão humano, via enzima TMPRSS2, não é bloqueada pela hidroxicloroquina.

Outro estudo desenvolvido por pesquisadores franceses chegou ao mesmo resultado, mostrando que a hidroxicloroquina inibe a infecção por coronavírus das células Vero de macaco, mas não das células do pulmão humano [16]. 

Aplicação crescente de cloroquina e a quantidade de vírus detectada em cultura de células de rim do macaco Chlorocebus aethiops (Vero), à esquerda, e em cultura de células de pulmão humano (Calu-3), à direita. Extraído de Nature 585, página 589.

No início tínhamos testes em culturas de células de macacos que indicavam um efeito promissor da cloroquina/hidroxicloroquina para bloquear a replicação do coronavírus. O uso em pacientes com Covid provocou inúmeras controvérsias sobre o uso da droga para combater a doença. Agora novos testes mostram que cloroquina/hidroxicloroquina não impedem a multiplicação do coronavírus em culturas de células do trato respiratório humano. Aos poucos a ciência vai saneando as dúvidas por ela mesma criada!  

REFERÊNCIAS

[1] – Wang, M., Cao, R., Zhang, L. et al. 2020. Remdesivir and chloroquine effectively inhibit the recently emerged novel coronavirus (2019-nCoV) in vitro. Cell Res 30, 269–271. https://doi.org/10.1038/s41422-020-0282-0

[2] – Gautret P, Lagier JC, Parola P, et al. 2020. Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of COVID-19: results of an open-label non-randomized clinical trial. Int J Antimicrob Agents. 2020;56(1):105949. doi:10.1016/j.ijantimicag.2020.105949

[3] – Ferner, R. E. & Aronson, J. K. 2020. Chloroquine and hydroxychloroquine in covid-19. Br. Med. J. 369, m1432.

[4] – Lenzer, J.  2020. Covid-19: US gives emergency approval to hydroxychloroquine despite lack of evidence. BMJ2020;369:m1335. doi:10.1136/bmj.m1335pmid:32238355

[5] – Arshad S, Kilgore P, Chaudhry ZS, et al. 2020. Treatment with hydroxychloroquine, azithromycin, and combination in patients hospitalized with COVID-19. Int J Infect Dis. 2020;97:396-403. doi:10.1016/j.ijid.2020.06.099

[6] – Horby, P.,  Mafham, M, Linsell, L, Bell, J. L. et al, 2020. Effect of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with COVID-19: Preliminary results from a multi-centre, randomized, controlled trial medRxiv 2020.07.15.20151852; doi: https://doi.org/10.1101/2020.07.15.20151852

[7] – Mitjà O, Ubals M, Corbacho-Monné M, et al. 2020. A cluster-randomized trial of hydroxychloroquine as prevention of COVID-19 transmission and disease. Preprints July 26, 2020. https://doi.org/10.1101/2020.07.20.20157651

[8] – Mitjà O, Corbacho-Monné M, Ubals M, et al. 2020. Hydroxychloroquine for early treatment of adults with mild COVID-19: A randomized-controlled trial. Clin Infect Dis 2020 Jul 16:ciaa1009. https://doi.org/10.1093/cid/ciaa1009

[9] – Boulware, M. D., Matthew M. P. H., Pullen,  F. et al. 2020. A Randomized Trial of Hydroxychloroquine as Postexposure Prophylaxis for Covid-19. The New England Journal of Medicine 383:517-525. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2016638#article_citing_articles  

[10] – Rajasingham R, Bangdiwala AS, Nicol MR, et al. 2020. Hydroxychloroquine as pre-exposure prophylaxis for COVID-19 in healthcare workers: a randomized trial. Preprints September 21, 2020. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.09.18.20197327v1

[11] – Skipper, C. P., Katelyn M.D., Pastick, A. 2020. Hydroxychloroquine in Nonhospitalized Adults With Early COVID-19. Annals of Internal Medicine https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M20-4207

[12] – Ladapo, J. A., McKinnon, J. E.,  McCullough, P. A., Risch, H. A. 2020. Randomized Controlled Trials of Early Ambulatory Hydroxychloroquine in the Prevention of COVID-19 Infection, Hospitalization, and Death: Meta-Analysis (não publicado) medRxiv 2020.09.30.20204693; doi: https://doi.org/10.1101/2020.09.30.20204693

[13] – Maybe too soon to rule out hydroxychloroquine; tricking the immune system. Reuters,  HEALTHCARE & PHARMA https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-science-idUSKBN26N3F1

[14] – Hoffmann, M., Mösbauer, K., Hofmann-Winkler, H. et al. 2020. Nature 585, 588–590 (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2575-3

[15] – Iwata-Yoshikawa N, Okamura T, Shimizu Y, Hasegawa H, Takeda M, Nagata N. 2020. TMPRSS2 Contributes to Virus Spread and Immunopathology in the Airways of Murine Models after Coronavirus Infection. J Virol. 2019;93(6):e01815-18. Published 2019 Mar 5. doi:10.1128/JVI.01815-18

[16] – Maisonnasse, P., Guedj, J., Contreras, V. et al. 2020. Hydroxychloroquine use against SARS-CoV-2 infection in non-human primates. Nature 585, 584–587 (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2558-4

A TERRA JÁ FOI UM INFERNO, MAS NÃO DUROU MUITO!

A origem da Terra é estimada em cerca de 4,5 bilhões de anos. Durante o início do nosso planeta havia um mar de lava e as temperaturas eram elevadíssimas. Esse período inicial da Terra é chamado de Hadeano (que significa Deus das profundezas, inferno). Por muito tempo, a ciência admitiu que tal condição durou meio bilhão de ano. Portanto, o inferno terrestre teria se estendido até 4 bilhões de anos atrás.

O FRAGMENTO QUE ENCOLHEU O PERÍODO INFERNAL

A crosta terrestre teria surgido na era Arqueana, há cerca de 4 bilhões de anos, logo após o fim da era Hadeana. Desde início do século, estudos com o mineral zircão vêm sugerindo que a crosta poderia ter surgido antes. Um estudo realizado em 2014 com um pequeno fragmento de zircão encontrado em Jack Hill, na Austrália, revelou de modo seguro que ele possuía 4,4 bilhões de anos. A existência desse fragmento indica que a crosta terrestre teria se formado muito antes. Tal fragmento construiu um novo cenário da história de nosso planeta. Hoje devemos admitir que o inferno terrestre não durou meio bilhão de ano, mas apenas 100 milhões de anos.

O ESTUDO

O zircão apresenta traços de urânio. Sabe-se que o urânio é instável e se transforma em chumbo em um período conhecido de bilhões de anos. Por meio de uma técnica extremamente precisa, utilizando uma sonda de tomografia atômica, foi determinada a quantidade de chumbo em pequenas regiões do fragmento de zircão. Com isso foi calculado a idade do fragmento de zircão de Jack Hills, o pedaço de rocha mais antigo do planeta!A antecipação do surgimento da crosta terrestre levou alguns cientistas especularem que a origem da vida, datada em 3,6 bilhões de anos, poder ter surgido antes. A cada passo da ciência vamos comprendendo mais a história da Terra e a evolução da vida. Novos fatos surgirão e talvez mudemos o cenário vigente no futuro. Mas isso se, antes, o homem não transformar a Terra em um novo inferno!

REFERÊNCIAS:

https://dx.doi.org/10.1038/ngeo2075

TODOS OS CORONAVÍRUS DO MUNDO CABERIAM EM UMA LATA DE REFRIGERANTE!

Para calcularmos o volume de coronavírus existentes no mundo precisamos inicialmente responder três questões:

1) quantos coronavírus há em cada pessoa infectada?

2) quantas pessoas estão infectadas?

3) Qual o volume de cada coronavírus?

Quantos coronavírus há em cada pessoa infectada?

Um estudo estimou que a quantidade de coronavírus (SARS-CoV-2) no pico de carga viral varia de 1 bilhão a 100 bilhões de partículas de vírus. 

No entanto, nem todos os infectados estão no pico de carga viral. Assim, a quantidade de coronavírus de cada pessoa atualmente infectada depende de há quanto tempo foram contaminadas. Acredita-se que as cargas virais aumentem e cheguem ao pico cerca de seis dias após a infecção e depois diminuam continuamente.

Assim, as pessoas infectadas há seis dias terão a carga viral máxima. Entre as pessoas que estão contaminadas no momento, aquelas que foram infectadas há cinco ou sete dias contribuirão um pouco menos para a contagem total. Aquelas infectadas há quatro ou oito dias contribuirão um pouco menos ainda, e assim por diante. 

Quantas pessoas estão infectadas?

Segundo o site Our World in Data, meio milhão de pessoas testam positivo para COVID diariamente. No entanto, muitas pessoas não são incluídas nesta contagem porque são assintomáticas ou por não terem sido testadas. Por meio de modelos estatísticos e epidemiológicos, o Institute for Health Metrics and Evaluations estima que o número real de pessoas infectadas a cada dia é de cerca de 3 milhões.

Uma vez que sabemos aproximadamente como a carga viral muda ao longo do tempo, é possível termos uma estimativa da carga viral total da população mundial. Podemos trabalhar com um valor no meio (média geométrica) do intervalo de 1 a 100 bilhões, estimado para a carga viral máxima por pessoa, que é de 10 bilhões. Se somarmos todas as contribuições para a carga viral de cada uma das 3 milhões de pessoas que foram infectadas em cada um dos dias anteriores (assumindo que essa taxa de 3 milhões de infectados seja aproximadamente constante), descobrimos que há cerca de duzentos quatrilhões (2×10¹⁷ ou duzentos milhões de bilhões) de partículas de vírus no mundo a qualquer momento.

Qual o volume de cada coronavírus?

A estimativa do diâmetro de um coronavírus varia de 80 a 120 nanômetros. Um nanômetro é um bilionésimo de um metro. Para colocar em perspectiva, o raio do coronavírus é cerca de 1.000 vezes mais fino do que um fio de cabelo humano. Podemos assumir o valor médio para o diâmetro de 100 nanômetros para o cálculo subsequente.

Sendo o coronavírus aproximadamente esférico, para calcular o seu volume devemos usar a fórmula para o volume de uma esfera que é:

V = 4 π r³ / 3

Sendo o raio do coronavírus de 50 nanômetros (metade do diâmetro), temos:

V = 4 π 50³ / 3 =  523.000 nanômetros.

Multiplicando este pequeno volume (523.000 nanômetros) pelo número de partículas que existem no mundo (2×10¹⁷) e convertendo em unidades significativas, isso resulta em um volume total de cerca de 120 ml.

No entanto, se  quiséssemos agrupar todos esses coronavírus juntos em um só lugar, precisaríamos lembrar que as esferas não se compactam perfeitamente, quando empilhadas.

Os espaços vazios, entre as esferas de laranja, ocupam aproximadamente 26% do volume total. Isso faz com que o volume total de coronavírus agrupados seja de 160 ml, que corresponde a menos da metade do volume de uma lata de refrigerante.

Mesmo se considerássemos os maiores diâmetros de coronavírus, 120 nanômetros, e levando em consideração o tamanho dos espinhos, ainda assim todos os coronavírus do mundo  não encheriam uma lata de refrigerante.

Todos esses cálculos foram realizados pelo biólogo matemático Christian Yate da Universidade de Bath, do Reino Unido, no artigo “All the coronavirus in the world could fit inside a Coke can, with plenty of room to spare”, no “The Conversation” 

https://theconversation.com/all-the-coronavirus-in-the-world-could-fit-inside-a-coke-can-with-plenty-of-room-to-spare-154226

REFERÊNCIAS:

Ron Sender, Yinon M. Bar-On, Avi Flamholz, Shmuel Gleizer, Biana Bernsthein, Rob Phillips, Ron Milo. The total number and mass of SARS-CoV-2 virions in an infected person. medRxiv 2020.11.16.20232009; doi: https://doi.org/10.1101/2020.11.16.20232009 

Our World Data https://ourworldindata.org/Health Metrics and Evaluations http://www.healthdata.org/

O VENTO QUE VEM DO SOL

O Sol emite um fluxo constante de partículas energéticas para todo o espaço ao seu redor. É o chamado vento solar! São toneladas de elétrons, prótons e partículas alfa que atingem até 750 quilômetros por segundo. Essa chuva de partículas pode causar danos em aparelhos eletrônicos e em nosso material genético e de outros organismos. Entretanto, a Terra é amplamente protegida do vento solar por seu campo magnético, que desvia a maioria das partículas.O vento solar é que determina a direção e o sentido da cauda dos cometas. O material volatilizado do cometa é “soprado” pelo vento solar. Desse modo, a sua cauda está sempre no sentido contrário do Sol.Um fenômeno causado pelos ventos solares são as auroras polares. As partículas que penetram no campo magnético terrestre são levadas para as regiões dos pólos. Essas partículas carregadas e com alta velocidade ionizam os gases atmosféricos, produzindo um belo espetáculo de luzes coloridas.

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NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (14/05/2021)

André Eterovic (CCNH-UFABC), andre.eterovic@ufabc.edu.br

Introdução

O conhecimento do estado da pandemia de COVID-19 em diferentes escalas espaciais e temporais pode subsidiar a tomada de decisões referentes a tentativas de minimizar seus efeitos adversos. A parametrização de modelos que permitem a estimativa de cenários futuros para esse manejo depende de dados robustos, nem sempre disponíveis. Registros do número de casos confirmados e mortes em plataformas de dados públicos permitem a comparação de suas tendências entre países, estados e cidades brasileiras. A abordagem visual desses padrões é suficiente para uma avaliação preliminar da questão, requerendo uma fração mínima da capacidade técnica envolvida na elaboração de modelos epidemiológicos complexos. O termo “ingênuo” do título refere-se a uma abordagem informal, mas não desprovida de crédito.

Métodos

Dados semanais referentes a países foram obtidos na plataforma “European Centre for Disease Prevention and Control” (ECDC) [1]. Dados diários referentes a estados e cidades brasileiras foram obtidos na plataforma Brasil.io [2]. Foram selecionados os top-40 países, os top-20 estados e as top-80 cidades brasileiras com o maior número de mortes acumuladas até o dia da análise. As variáveis de referência empregadas foram as porcentagens do número de mortes e de casos confirmados em relação aos respectivos totais acumulados até o dia da análise. Foram usadas duas escalas temporais: toda a epidemia (para os países, desde o dia 01/01/20; para os estados e cidades brasileiras, desde o dia 25/02/20 – registro do primeiro caso) e as últimas quatro semanas (28 dias). Para as porcentagens de mortes nas últimas quatro semanas, foram ajustadas curvas de regressão linear como referência para a tendência.

Resultados

Quando avaliadas na maior janela temporal (lado esquerdo da figura modelo), localidades em que a epidemia teve início previamente apresentam curvas sigmoidais, com tendência a um platô de valores acumulados (a). Uma nova sigmoidal iniciando-se a partir desse platô indica uma nova onda da doença. Localidades em que a taxa de infecção ainda é alta apresentam curvas exponenciais, sem tendência evidente à estabilização (b, c). Em janelas temporais menores, a tendência linear é satisfatória para avaliar o aumento de casos confirmados e de mortes nesses intervalos, possibilitando a comparação entre localidades (lado direito da figura modelo). Quanto maior sua inclinação, maior é a taxa de incremento de casos e de óbitos (na sequência, localidades a, b e c).

As localidades foram classificadas em três categorias referentes a inclinação da curva de tendência linear para as últimas quatro semanas:

Para visualizar os boletins em configurações anteriores, acesse https://wp.me/pbxlWR-ji.

Referências

[1]  https://www.ecdc.europa.eu/en/publications-data/data-national-14-day-notification-rate-covid-19

[2] https://brasil.io/dataset/covid19/

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 14/05/21).

Países: últimas 4 semanas (até 14/05/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 14/05/21).

Estados: últimos 28 dias (até 14/05/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 14/05/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 14/05/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 14/05/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 14/05/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (07/05/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 06/05/21).

Países: últimas 4 semanas (até 06/05/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 06/05/21).

Estados: últimos 28 dias (até 06/05/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 06/05/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 06/05/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 06/05/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 06/05/21). Continuação

]

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (30/04/202)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 29/04/21)

Países: últimas 4 semanas (até 29/04/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 29/04/21).

Estados: últimos 28 dias (até 29/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 29/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 29/04/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 29/04/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 29/04/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (23/04/2021): toda a epidemia (de 01/01/20 a 22/04/21)

Países: últimas 4 semanas (até 22/04/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 22/04/21).

Estados: últimos 28 dias (até 22/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 22/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 22/04/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 22/04/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 22/04/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (16/04/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 15/04/21).

Países: últimas 4 semanas (até 15/04/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 15/04/21).

Estados: últimos 28 dias (até 15/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 15/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 15/04/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 15/04/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 15/04/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (02/04/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 08/04/21).

Países: últimas 4 semanas (até 08/04/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 08/04/21).

Estados: últimos 28 dias (até 08/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 08/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 08/04/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 08/04/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 08/04/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (26/03/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 01/04/21).

Países: últimas 4 semanas (até 01/04/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 01/04/21).

Estados: últimos 28 dias (até 01/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 01/04/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 01/04/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 01/04/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 01/04/21). Continuação

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 25/03/21).

Países: últimas 4 semanas (até 25/03/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 25/03/21).

Estados: últimos 28 dias (até 25/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 25/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 25/03/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 25/03/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 25/03/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (19/03/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 18/03/21).

Países: últimas 4 semanas (até 18/03/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 18/03/21).

Estados: últimos 28 dias (até 18/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 18/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 18/03/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 18/03/21).

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (12/03/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 11/03/21).

Países: últimas 4 semanas (até 11/03/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 11/03/21).

Estados: últimos 28 dias (até 11/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 11/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 11/03/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 11/03/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 11/03/21). Continuação

NOVO BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (05/03/2021)

Países: toda a epidemia (de 01/01/20 a 04/03/21).

Países: últimas 4 semanas (até 04/03/21).

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 04/03/21).

Estados: últimos 28 dias (até 04/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 04/03/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 04/03/21). Continuação

Cidades: últimos 28 dias (até 04/03/21).

Cidades: últimos 28 dias (até 04/03/21). Continuação

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (26/02/2021)

André Eterovic (CCNH-UFABC), andre.eterovic@ufabc.edu.br

Introdução

O conhecimento do estado da pandemia de COVID-19 em diferentes escalas espaciais e temporais pode subsidiar a tomada de decisões referentes a tentativas de minimizar seus efeitos adversos. A parametrização de modelos que permitem a estimativa de cenários futuros para esse manejo depende de dados robustos, nem sempre disponíveis. Registros do número de casos confirmados e mortes em plataformas de dados públicos permitem a comparação de suas tendências entre países, estados e cidades brasileiras. A abordagem visual desses padrões é suficiente para uma avaliação preliminar da questão, requerendo uma fração mínima da capacidade técnica envolvida na elaboração de modelos epidemiológicos complexos. O termo “ingênuo” do título refere-se a uma abordagem informal, mas não desprovida de crédito.

Métodos

Dados diários referentes a países* foram obtidos na plataforma “European Centre for Disease Prevention and Control” (ECDC) [1]. Dados diários referentes a estados e cidades brasileiras foram obtidos na plataforma Brasil.io [2]. Foram selecionados os top-20 países*, os top-20 estados e as top-40 cidades brasileiras com o maior número de mortes acumuladas até o dia da análise. As variáveis de referência empregadas foram as porcentagens do número de mortes e de casos confirmados em relação aos respectivos totais acumulados até o dia da análise. Foram usadas quatro escalas temporais: toda a epidemia (para os países*, desde o dia 01/01/20; para os estados e cidades brasileiras, desde o dia 25/02/20 – registro do primeiro caso), o último mês, a última quinzena e a última semana. Para as porcentagens de mortes na última quinzena e na última semana, foram ajustadas curvas de regressão linear como referência para a tendência.

Resultados

Quando avaliadas na maior janela temporal (lado esquerdo da figura-modelo), localidades em que a epidemia teve início previamente apresentam curvas sigmoidais, com tendência a um platô de valores acumulados (a). Localidades em que a taxa de infecção ainda é alta apresentam curvas exponenciais, sem tendência evidente à estabilização (b, c). Nas janelas temporais menores, a tendência linear é satisfatória para avaliar o aumento de casos confirmados e de mortes nesses intervalos, possibilitando a comparação entre localidades (lado direito da figura-modelo). Quanto maior sua inclinação, maior é a taxa de incremento de casos e de óbitos (na sequência, localidades a, b e c).

As localidades foram classificadas em três categorias referentes a inclinação da curva de tendência linear para os últimos quinze dias:

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é apresentaccca7acc83o-sem-ticc81tulo-11.jpg

*O arquivo do ECDC foi atualizado diariamente até 14 de dezembro de 2020. Após essa data, os dados passaram a ser agregados semanalmente e, posteriormente, em taxas quinzenais. Os gráficos dos países foram, então, suprimidos deste boletim a partir de 19/02/2021. Para visualizar os boletins anteriores, que incluem os países, acesse https://wp.me/pbxlWR-ji

Referências

[1]  https://www.ecdc.europa.eu/en/publications-data/

[2] https://brasil.io/dataset/covid19/

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 25/02/21).

Estados: últimos 30 dias (até 25/02/21).

Estados: últimos quinze dias (até 25/02/21).

Estados: últimos sete dias (até 25/02/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 25/02/21).

Cidades: últimos 30 dias (até 25/02/21).

Cidades: últimos 15 dias (até 25/02/21).

Cidades: últimos 7 dias (até 25/02/21).

BOLETIM INGÊNUO – COVID-19 (19/02/2021)

Estados: toda a epidemia (de 25/2/20 a 18/02/21).

Estados: últimos 30 dias (até 18/02/21).

Estados: últimos quinze dias (até 18/02/21).

Estados: últimos sete dias (até 18/02/21).

Cidades: toda a epidemia (de 25/2/20 a 18/02/21).

Cidades: últimos 30 dias (até 18/02/21).

Cidades: últimos 15 dias (até 18/02/21).

Cidades: últimos 7 dias (até 18/02/21).

OS ATRAENTES NECTÁRIOS: FORMIGAS E ARANHAS AJUDAM AS PLANTAS A PRODUZIREM MAIS FRUTOS?

O néctar é uma substância rica em açúcares secretada por certas plantas. Frequentemente observamos beija-flores e abelhas explorando flores em busca desse alimento altamente energético. Ao ingerirem néctar, esses animais frequentemente “se sujam” com o pólen das flores e os transportam para outras, possibilitando assim a reprodução do vegetal. O que poucos sabem, é que não são só as flores que produzem néctar. Existem estruturas glandulares localizadas nos caules, pecíolos ou folhas que também secretam néctar: são os nectários extraflorais. Tais estruturas produzem um alimento abundante e altamente energético para as formigas. Podemos supor que as plantas, com nectários extraflorais, podem se livrar do ataque dos herbívoros (e.g. lagartas, gafanhotos), pois os mesmos são repelidos pelo comportamento agressivo das formigas. Estudos experimentais demonstraram que plantas, com nectários extraflorais e que possuem formigas, são menos atacadas em comparação com aquelas em que esses insetos foram excluídos. Como consequência, as plantas visitadas por formigas aumentaram a frutificação. Além das formigas, muitas aranhas podem ingerir néctar, e diversas espécies habitam plantas com nectários extraflorais. Portanto, as aranhas também podem ajudar plantas a gerarem mais frutos!

Vídeo de formigas ingerindo néctar https://youtu.be/f2i0tRKy3HI

REFERÊNCIAS: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0367253010000472?casa_token=e0LR8esz0PMAAAAA:EA3Fr-YdiwUPNULY8olBO7fedU3GIxLn8Cb-qPkINjUFHnQbRU6OkLwE4NAezVH39rLROgl9ZV3b

https://www.researchgate.net/…/309169776_Wandering_and…

https://www.researchgate.net/…/227667780_Jumping…

https://link.springer.com/cha…/10.1007/978-3-319-65717-2_8

A FOTOGRAFIA DE UM ÁTOMO

Imagem de um único átomo de estrôncio com carga positiva obtida em uma câmara de vácuo, conhecida como armadilha de íons.O átomo fica retido pelos campos magnéticos que emanam de duas agulhas de eletrodos. Quando iluminado por um laser da cor azul-violeta, o átomo absorve e reemite partículas de luz que pode ser capturada pela longa exposição de uma câmera fotográfica.Na realidade, o pálido ponto no centro das fotos não é o contorno exato do átomo, mas o reflexo da luz que incide sobre ele.

ACESSE A IMAGEM EM ALTA RESOLUÇÃO NO LINK https://www.nqit.ox.ac.uk/…/nqit-quantum-photography06.jpg

A REVOLUÇÃO DE GALILEU E A RESISTÊNCIA À CIÊNCIA

O telescópio foi inventado na Holanda no início do século XVII. Foi Galileu Galilei, em 1609, quem fez o primeiro uso científico desse instrumento, apontando-o para o céu.Galileu aperfeiçou o telescópio, obtendo um aumento de 8 a 30 vezes. Isso permitiu uma série de observações que incluem:- crateras da Lua- fases de Vênus- luas de Júpiter- anéis de Saturno- manchas solares- estrelas na Via LácteaMuitas dessas observações, como a existência das fases de Vênus e luas girando ao redor de Júpiter, foram essenciais para comprovar o modelo heliocêntrico de Copérnico*. As fases de Vênus só poderiam ser explicadas considerando que Vênus orbitava ao redor do Sol, não da Terra. A existência de satélites girando ao redor de Júpiter derrubava definitivamente a ideia que todos os astros orbitavam ao redor da Terra. As decobertas de Galileu refutaram a teoria Geocêntrica*. A Terra não é o centro do universo! Porém, os dogmas da igreja não aceitaram os fatos apresentados por Galileu e por pouco o cientista não foi queimado na fogueira. Após 350 anos a igreja reconheceu o seu erro. Ao longo desse tempo o telescópio de Galileu se aperfeiçoou e a ciência aprofundou o nosso conhecimento da Terra e do Universo. Infelizmente, ainda hoje o conhecimento científico gerado e até mesmo fatos continuam sendo rejeitados por alguns. Mas o mundo muda! Há 200 anos, a Inquisição matava homens na fogueira, há 150 anos os negros eram escravizados, há 80 anos muitas mulheres não votavam, há 40 anos a varíola matava. A humanidade avança e a ciência impulsiona a evolução da humanidade!

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* Aristarco propôs o modelo heliocêntrico (Sol no centro do universo) há mais de 2.200 anos, o qual foi abandonado. Ao longo de muitos séculos o sistema geocêntrico (Terra no centro do universo) foi aceito. No século XVI, Nicolau Copérnico retomou a ideia de Aristarco, desenvolvendo e publicando um modelo matemático consistente e completo do sistema heliocêntrico.