OS MAIORES E OS MENORES VÍRUS DO MUNDO

Os megavírus estão entre os maiores vírus conhecidos do planeta. O Megavírus chilensis, que infecta amebas, possui uma cápsula de 440 nanômetros* de diâmetro, a qual ainda é recoberta por fibras de 75 nm (ver figura). Esse microrganismo, descrito em 2011, no litoral do Chile, possui o maior genoma conhecido entre os vírus, com 1.250.00 pares de bases**. No entanto, o Megavírus chilensis é superado em tamanho pelo Pithovírus sibericum (veja https://wp.me/pbxlWR-30), que tem comprimento de 1.500 nm. Esses vírus são maiores que algumas bactérias e podem ser visualizados em microscópio óptico. No outro extremo, estão os circovírus que parasitam principalmente suínos e aves. A literatura menciona usualmente tamanhos entre 17 e 22 nm de diâmetro. Porém, uma análise, utilizando microscópio de força atômica, reconheceu exemplares de circovírus da doença de bico e penas de ave, com o tamanho mínimo de 10 nm. Seu genoma também é um dos mais simples, com 1.700 bases. A maioria dos vírus que infectam humanos têm entre 10.000 e 12.000 bases, mas o coronavírus possui 30.000 e o da herpes tem 250.000. Embora haja grande variação de tamanho e do genoma, o mecanismo de atuação dos vírus é sempre o mesmo. Dependem de células vivas para se replicarem e frequentemente são um tormento para todos os organismos do planeta! * 1 nanômetro (nm) = 0,000001 milímetro (mm). A largura média de um fio de cabelo é 100.000 nm** A sequência de bases carrega informações para a construção de moléculas de proteína. Quanto mais bases, mais proteínas um organismo pode produzir. A espécie humana possui 3,2 bilhões de pares de bases

REFERÊNCIAS

https://www.pnas.org/content/108/42/17486https://www.pnas.org/content/108/42/17486.short

https://www.pnas.org/content/111/11/4274https://journals.sagepub.com/…/10.1177/0300985814521245

https://www.researchgate.net/…/308804517_Structural…

http://blogs.nature.com/…/megavirus_claims_biggest…

https://www.nature.com/…/dna-sequencing-technologies…/

https://revistapesquisa.fapesp.br/o-risco-das-mutacoes/

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